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Vaccari Advocacia, Direito Imobiliário
Fa­lar so­bre meu imó­vel
Documentos e plantas de imóvel sobre a mesa de trabalho

Regularização de imóveis em Santa Catarina

Quan­do o re­gis­tro não cor­res­pon­de à re­a­li­da­de, o imó­vel per­de li­qui­dez, tra­va ne­gó­cios e gera in­se­gu­ran­ça. Re­gu­la­ri­zar co­me­ça por iden­ti­fi­car onde exa­ta­men­te o pro­ble­ma se ori­gi­nou.

Fa­lar so­bre meu imó­vel

O que é

Re­gu­la­ri­zar um imó­vel é fa­zer com que o re­gis­tro pas­se a re­fle­tir a si­tu­a­ção real da pro­pri­e­da­de: quem é o ti­tu­lar, qual é a área, quais são as di­vi­sas e o que exis­te cons­tru­í­do so­bre ela.

Não exis­te um pro­ce­di­men­to úni­co cha­ma­do re­gu­la­ri­za­ção. Exis­tem ins­tru­men­tos di­fe­ren­tes, usu­ca­pi­ão, ad­ju­di­ca­ção com­pul­só­ria, re­ti­fi­ca­ção de área, aver­ba­ção de cons­tru­ção, in­ven­tá­rio, en­tre ou­tros, e cada um re­sol­ve uma ori­gem dis­tin­ta de pro­ble­ma.

Quando essa situação costuma aparecer

  • A ma­trí­cu­la des­cre­ve uma área di­fe­ren­te da que exis­te no ter­re­no.
  • O imó­vel foi com­pra­do, pago, mas a es­cri­tu­ra nun­ca foi la­vra­da.
  • A cons­tru­ção exis­te há anos e nun­ca foi aver­ba­da na ma­trí­cu­la.
  • A ca­deia do­mi­ni­al está in­ter­rom­pi­da: fal­ta um elo en­tre um ti­tu­lar e ou­tro.
  • O ti­tu­lar re­gis­tra­do fa­le­ceu e o in­ven­tá­rio nun­ca foi con­clu­í­do.
  • O imó­vel nun­ca teve ma­trí­cu­la pró­pria, ape­nas trans­cri­ção an­ti­ga ou ne­nhum re­gis­tro.

Quais problemas podem surgir

  • Im­pos­si­bi­li­da­de de ven­der, fi­nan­ci­ar ou dar o imó­vel em ga­ran­tia.
  • Exi­gên­cias su­ces­si­vas do re­gis­tro de imó­veis, que tra­vam o ne­gó­cio já con­tra­ta­do.
  • Ris­co de dis­cus­são so­bre di­vi­sas com con­fron­tan­tes.
  • Di­fi­cul­da­de de trans­mi­tir o bem aos her­dei­ros.
  • Obs­tá­cu­los para li­cen­ci­a­men­to, cré­di­to ru­ral ou apro­va­ção de pro­je­to.

Como fun­ci­o­na a aná­li­se

O caminho começa pela documentação

An­tes de de­fi­nir qual­quer es­tra­té­gia, é pre­ci­so en­ten­der o que o re­gis­tro diz, o que exis­te de fato e onde os dois se afas­ta­ram.

Leitura da matrícula e da cadeia dominial

Pri­mei­ro se iden­ti­fi­ca o que o re­gis­tro diz, des­de quan­do diz e onde a se­quên­cia de ti­tu­la­res se in­ter­rom­peu.

Comparação entre registro e realidade

Área, con­fron­ta­ções, des­cri­ção e cons­tru­ções exis­ten­tes são con­fron­ta­das com o que cons­ta na ma­trí­cu­la.

Identificação da origem do problema

Um imó­vel sem es­cri­tu­ra tem so­lu­ção di­fe­ren­te de um imó­vel com área di­ver­gen­te. O di­ag­nós­ti­co de­fi­ne o ins­tru­men­to.

Definição do caminho

Pode ser re­ti­fi­ca­ção, usu­ca­pi­ão, ad­ju­di­ca­ção com­pul­só­ria, in­ven­tá­rio ou uma com­bi­na­ção de­les, em or­dem de­ter­mi­na­da.

Documentos normalmente relevantes

Esta lis­ta é in­di­ca­ti­va. A do­cu­men­ta­ção ne­ces­sá­ria va­ria con­for­me a ori­gem do pro­ble­ma e a via es­co­lhi­da.

  • Ma­trí­cu­la atu­a­li­za­da e, se hou­ver, trans­cri­ções an­te­ri­o­res
  • Con­tra­tos, es­cri­tu­ras, re­ci­bos e ces­sões re­la­ti­vos ao imó­vel
  • Le­van­ta­men­to to­po­grá­fi­co, plan­ta e me­mo­ri­al des­cri­ti­vo, quan­do exis­ti­rem
  • Car­nês de IPTU ou ITR e con­tas de con­su­mo
  • Do­cu­men­tos pes­so­ais dos ti­tu­la­res e, se for o caso, cer­ti­dão de óbi­to
  • Pro­je­to apro­va­do e habite-se, quan­do hou­ver cons­tru­ção

Se você não tem todos os documentos

É co­mum que par­te da do­cu­men­ta­ção es­te­ja in­com­ple­ta ou de­sa­tu­a­li­za­da, mui­tas ve­zes é jus­ta­men­te isso que ori­gi­nou o pro­ble­ma. A au­sên­cia de um do­cu­men­to não im­pe­de a aná­li­se ini­ci­al; ela ape­nas de­fi­ne quais se­rão as pri­mei­ras pro­vi­dên­cias.

Principais situações atendidas

  • Imó­vel sem ma­trí­cu­la pró­pria
  • Área re­gis­tra­da di­ver­gen­te da área real
  • Cons­tru­ção não aver­ba­da
  • Ca­deia do­mi­ni­al in­ter­rom­pi­da
  • Imó­vel ad­qui­ri­do por con­tra­to par­ti­cu­lar
  • Es­pó­lio não in­ven­ta­ri­a­do
  • Lo­te­a­men­to ou des­mem­bra­men­to ir­re­gu­lar

Per­gun­tas fre­quen­tes

Dúvidas sobre regularização de imóveis

Todo problema de imóvel se resolve com usucapião?

Não. A usu­ca­pi­ão é um dos ins­tru­men­tos, ade­qua­do quan­do o fun­da­men­to é a pos­se pro­lon­ga­da. Um imó­vel com­pra­do e pago cuja es­cri­tu­ra não foi ou­tor­ga­da nor­mal­men­te se re­sol­ve por ad­ju­di­ca­ção com­pul­só­ria. Uma área di­ver­gen­te pode ser caso de re­ti­fi­ca­ção. Apli­car o ins­tru­men­to er­ra­do cus­ta tem­po e di­nhei­ro.

Quanto tempo leva uma regularização?

Va­ria mui­to con­for­me o ins­tru­men­to e a qua­li­da­de da do­cu­men­ta­ção. Pro­ce­di­men­tos ex­tra­ju­di­ci­ais cos­tu­mam ser mais rá­pi­dos que os ju­di­ci­ais, mas de­pen­dem da con­cor­dân­cia de ter­cei­ros e da au­sên­cia de im­pug­na­ção.

Preciso de engenheiro ou topógrafo?

Na mai­o­ria dos ca­sos que en­vol­vem des­cri­ção de área, sim. Plan­ta e me­mo­ri­al des­cri­ti­vo as­si­na­dos por pro­fis­si­o­nal ha­bi­li­ta­do, com a res­pec­ti­va ano­ta­ção de res­pon­sa­bi­li­da­de téc­ni­ca, são exi­gi­dos pelo re­gis­tro de imó­veis.

O registro de imóveis pode fazer exigências depois do protocolo?

Pode, e é co­mum. A nota de exi­gên­cia apon­ta o que pre­ci­sa ser cor­ri­gi­do ou com­ple­men­ta­do. Par­te do tra­ba­lho ju­rí­di­co é an­te­ci­par es­sas exi­gên­cias e res­pon­der a elas de for­ma fun­da­men­ta­da.

Con­ta­to

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Des­cre­va a si­tu­a­ção e in­for­me a ci­da­de do imó­vel. A par­tir dos do­cu­men­tos é pos­sí­vel in­di­car qual ins­tru­men­to se apli­ca.

Para en­vi­ar, in­for­me ao me­nos o telefone/WhatsApp ou o e-mail. Os de­mais cam­pos são op­ci­o­nais.

O en­vio des­te for­mu­lá­rio não gera re­la­ção pro­fis­si­o­nal en­tre as par­tes, que de­pen­de de con­tra­to es­cri­to.

Áreas re­la­ci­o­na­das

Pró­xi­mo pas­so

Vamos analisar a situação do seu imóvel

O pri­mei­ro pas­so é en­ten­der o que cons­ta na ma­trí­cu­la e o que exis­te de fato. A par­tir daí é pos­sí­vel in­di­car o ca­mi­nho ade­qua­do.

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